segunda-feira, 23 de setembro de 2019
quarta-feira, 3 de abril de 2019
TRIBUNAL CONSTITUCIONAL DECLARA INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA DO ESTATUTO DA APOSENTAÇÃO
Pensões devem ser pagas de
acordo com o regime vigente à data do pedido de aposentação
Foi publicado em Diário da
República o Acórdão do Tribunal
Constitucional n.º 134/2019, de 27 de Fevereiro, que veio determinar a
inconstitucionalidade da alteração introduzida ao Estatuto da Aposentação pela
Lei do Orçamento do Estado para 2013 (Lei nº 66-B/2012, de 31 de Dezembro),
pela qual se determinou então que, nas situações de aposentação voluntária
requeridas à Caixa Geral de Aposentações, o cálculo das pensões se regeria pela
lei em vigor no momento em que for proferido o despacho a reconhecer o direito
à aposentação.
As frequentes alterações à legislação
em matéria de aposentação e mesmo os efeitos do crescente corte no valor das
pensões pela alteração do factor de sustentabilidade tornam esta declaração de
particular importância, criando um quadro de maior previsibilidade e segurança
jurídica para quem requer a sua aposentação, na medida em que a sua pensão será
calculada de acordo com as regras que o trabalhador conhece ao momento do seu
pedido.
É de notar que a argumentação aduzida pelo Tribunal
Constitucional neste Acórdão é mais abrangente que em anteriores situações,
fundamentando a declaração de inconstitucionalidade com base não apenas no
princípio da segurança jurídica, mas igualmente no princípio da protecção da
confiança, reconhecendo a necessidade de corresponder às legítimas expectativas
dos cidadãos.
Esta decisão
do Tribunal Constitucional, com força obrigatória geral, obrigará ao recálculo
de muitas pensões atribuídas desde 2013, dando razão à posição desde sempre
defendida pelos Sindicatos e reafirmando, com argumentos reforçados, um
princípio da mais basilar justiça.
Deve ainda
ser salientado que a declaração da inconstitucionalidade da norma vertida no artigo
43.º, n.º 1 do Estatuto da Aposentação pelo Acórdão em causa, e
independentemente das divergências argumentativas que determinaram várias
declarações de voto, foi tomada por unanimidade.
O Acórdão em causa pode ser
consultado nos links abaixo:
terça-feira, 26 de março de 2019
RESOLUÇÃO DO SECRETARIADO NACIONAL

BREXIT
QUEM
TEM MEDO DE UM SEGUNDO REFERENDO?
Com as datas de 12 de abril e de
22 de maio previstas para a resolução do imbróglio em que os britânicos
transformaram o BREXIT, não apenas para toda a União Europeia, mas sobretudo
para os trabalhadores e suas famílias, a UGT e o movimento sindical não podem
deixar de se colocar ao lado daqueles que procuram as soluções e não ao lado
daqueles que cavam problemas.
Os trabalhadores portugueses a
viver e a trabalhar no Reino Unido e os trabalhadores britânicos e suas
famílias a viver noutros países da União Europeia esperam soluções justas e
adequadas.
O processo desencadeado nos
termos do artigo 50º do Tratado de Lisboa parece tudo, menos concluído. Não
havendo ainda uma opção clara no sentido de uma retirada ordenada, nos termos
do Acordo já alcançado, nem uma opção de retirada sem qualquer Acordo, nem
totalmente excluído o recurso a um novo Referendo, a UGT, no espírito de
solidariedade sindical para com os nossos parceiros dos TUC, mas também num
movimento que engloba a maioria das confederações sindicais do Velho
Continente, apela a que o Governo de
Portugal esteja disponível nas negociações com o Reino Unido para uma terceira
via que não seja apenas o critério do “sim ou sopas”, isto é, ou Acordo ou
Não-Acordo.
Será preciso que “uma terceira via seja encontrada de modo a proteger os
trabalhadores, a economia e uma fronteira irlandesa aberta… Uma nova abordagem
é necessária para garantir tais propostas - seja
através de votos com propostas concretas, seja com outro mecanismo de
compromisso” conforme consta de
missiva entregue ao Governo da senhora May pelos Parceiros Sociais do Reino
Unido.
Assim, a UGT defende que um novo Referendo relegitimaria a tomada de
decisão das autoridades do Reino Unido, dado que os eleitores estão hoje mais e
melhor esclarecidos acerca das consequências de uma saída da UE.
A UGT não só acompanha esta
posição dos seus parceiros sindicais europeus, quer do Reino Unido, quer da maioria
da Europa, como tem sido a sua posição colectiva desde que se começaram a
vislumbrar os verdadeiros problemas que trazia a saída do Reino Unido da União
Europeia para todos os europeus.
Não há que ter medo de referendos, principalmente quando os decisores
políticos estão num constante impasse na tomada de decisões.
Afinal, quem tem medo de dar a voz ao povo britânico numa questão de
crucial importância para o seu futuro, e para o próprio futuro da Europa?
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
UGT REJEITA ATAQUES AO DIREITO À GREVE
Governo deve assumir responsabilidades e negociar com
os sindicatos
A UGT ouviu e ponderou as
recentes declarações da Ministra da Saúde, secundadas e respaldadas pelo
Primeiro-Ministro, nas quais, a propósito da greve dos enfermeiros, foi
desferido um profundo ataque ao exercício legítimo do direito à greve.
Nas várias declarações
proferidas, foram suscitadas “questões éticas e deontológicas” e utilizadas
expressões como greve “selvagem” e que atenta contra a “dignidade dos doentes”.
Mas
afinal o que atenta realmente contra a dignidade dos doentes?
Mas
afinal o que coloca em causa o Serviço Nacional de Saúde?
É
um Sindicato que convoca legitimamente uma greve? É um sindicato que
cumpriu todos os procedimentos necessários a que a mesma se realize? É um
sindicato que tem cumprido escrupulosamente – e mesmo excedido - os serviços
mínimos fixados por um tribunal arbitral?
Ou
será antes um Governo que tem sido incapaz de resolver os problemas e o estado
de degradação que atingiu o Serviço Nacional de Saúde?
Os atrasos insustentáveis e
crescentes das listas de espera para as cirurgias, os anos que demoram a
marcação de consultas de especialidade, a falta de condições em que trabalham
os profissionais de saúde e com que os utentes se confrontam são também culpa
dos sindicatos?
Isso sim coloca em risco a vida e
a dignidade dos doentes!
E, cada vez mais, suscita
questões éticas e deontológicas e convoca para uma reflexão sobre o nosso
Serviço Nacional de Saúde e o nosso Estado Social!
O direito à greve, a fixação de
serviços mínimos, a possibilidade de requisição civil têm um quadro próprio,
conformado pela Constituição da República Portuguesa, pela lei, pelo Supremo
Tribunal Adminstrativo e mesmo por compromissos internacionais do Estado
Português com organizações como a Organização Internacional do Trabalho e o
Conselho da Europa.
O direito à greve, dura conquista
dos trabalhadores e dos sindicatos na nossa Democracia, é exercido livremente
há décadas em Portugal.
A
UGT não aceita e considera lamentável a criação de um clima de ameaça e de
suspeição por parte de quem tenta esconder a sua inconsistência política,
a incapacidade de quem não conhece e não sabe gerir o seu espaço e a falta de
vontade para negociar com tentativas de desviar a atenção dos portugueses dos
verdadeiros problemas e atacando e desconsiderando
tudo e todos: o movimento sindical, as decisões de tribunais
arbitrais, o entendimento anterior da Procuradoria Geral da República sobre a
legitimidade deste tipo de greves e, em última instância, o próprio direito à
greve, direito fundamental e instrumento legítimo de luta dos trabalhadores em
qualquer Estado de Direito Democrático.
A
UGT e os seus Sindicatos têm revelado sempre vontade e capacidade para negociar
e atingir consensos e compromissos.
Cabe à Ministra da Saúde e a todo
o Governo assumirem a mesma atitude, parar com os avanços e recuos permanentes
que apenas descredibilizam os processos negociais, abandonar a estratégia de
desgaste dos sindicatos e deixar de esconder a falta de respostas com ataques a
direitos fundamentais como a greve.
Cabe
à Ministra da Saúde e a todo o Governo pôr termo a um crescente e sempre
indesejável clima de conflitualidade social e iniciar um esforço sério de
negociação com os sindicatos que
sempre revelaram abertura para discutir e resolver os problemas dos
Profissionais de Saúde e do Serviço Nacional de Saúde.
É este o repto que deixa a UGT.
Pelo
Direito à Greve dos Trabalhadores!
Pelo
Direito à Saúde dos Portugueses e pela Dignidade dos Doentes!
Pelo
Serviço Nacional de Saúde, pelo Estado Social e pelo Estado de Direito
Democrático!
O Secretariado Executivo da UGT
Lisboa, 5 de Fevereiro de 2019
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
UGT apoia as lutas da administração pública
- Pelo diálogo, pela negociação e pela melhoria dos salários e das condições de trabalho de todos os funcionários públicos
- Contra a degradação dos serviços públicos que a todos servem
Os sindicatos da Administração Pública filiados na UGT decidiram avançar para uma greve geral de todo o sector no próximo dia 15 de Fevereiro.
É uma greve da total e exclusiva responsabilidade do Governo. Enquanto empregador, tem demonstrado profunda indisponibilidade, na generalidade dos processos negociais, dando um mau exemplo para o sector privado e para o País sobre o que deve ser o real espírito de negociação e de compromisso. A negociação dos salários para os funcionários públicos, ou a falta dela (porque negociar não é só reunir), é um claro exemplo de uma injustificada intransigência. A situação económica do País, a melhoria das contas públicas, a criação de almofadas financeiras e a antecipação dos pagamentos aos credores internacionais tornam evidente que estão reunidas todas as condições para que o Governo garanta, em 2019, um aumento dos salários para todos os funcionários públicos, facto que a UGT já reclamava em 2018, mas que o Governo, obstinadamente, recusou. Sempre defendemos a necessidade de consolidação orçamental, mas também sempre rejeitámos uma política regida pela obsessão do défice e da dívida, que o Governo – mesmo numa situação económica mais favorável – insiste em manter, e de que tanto acusou o Governo anterior, quando o PS estava na oposição. O que é prioritário? Obter défice zero em 2019? Ou valorizar os funcionários públicos e garantir o investimento necessário para que os serviços públicos e o Estado Social escapem à situação de ruptura e degradação a que temos vindo a assistir?
A política salarial do Governo está centrada, quase exclusivamente, na melhoria dos mais baixos rendimentos, o que do ponto de vista da equidade social até pode parecer sensato e justo. Mas a verdade é que a melhoria dos salários destes trabalhadores nem sequer se equipara aos aumentos salariais aplicados aos pensionistas.
Na prática, esta política salarial acaba por aprofundar sacrifícios e injustiças, sempre à custa daqueles que foram os mais lesados durante o período da crise, os trabalhadores mais qualificados e com salários médios ou acima da média, que viram os cortes nos seus rendimentos aplicarem-se ao longo de demasiado tempo e de forma dramática, para não dizer violenta em muitos casos.
terça-feira, 17 de julho de 2018
REFORÇAR OS DIREITOS DOS TRABALHADORES E A NEGOCIAÇÃO COLECTIVA RESPEITAR E CONCRETIZAR OS ACORDOS DE CONCERTAÇÃO SOCIAL
No passado dia 6 de Julho teve lugar o debate parlamentar sobre alterações à legislação laboral, no qual a UGT esteve presente com uma forte delegação sindical, em que estiveram em discussão com o Governo - representado pelo Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social - as medidas constantes do Acordo Tripartido “Combater a Precariedade e reduzir a Segmentação Laboral e promover um maior dinamismo da Negociação Coletiva", assinado na concertação social a 18 de Junho. A proposta de lei apresentada pelo Governo, que visa dar concretização aos consensos resultantes daquele acordo, irá ser objecto de votação global na Assembleia da República a 18 de Julho, devendo seguir-se um período de discussão e apresentação de propostas em sede de Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social, não apenas sobre esta proposta de lei, mas igualmente sobre um conjunto de projectos de iniciativa de diversos grupos parlamentares, entretanto já aprovados. A UGT reafirma, neste momento, que considera que este é um acordo importante para os trabalhadores e para o País, não apenas por conter um conjunto de medidas fulcrais para afrontar os principais problemas do nosso mercado de trabalho e para reverter algumas das injustificadas alterações que foram assumidas durante o período da Troika, mas ainda assegurar que essa mudança se irá operar num clima de estabilidade, paz e coesão sociais, que não pode deixar de ser valorizado. A UGT, mais uma vez, apela a todos os responsáveis políticos, sobretudo àqueles que têm na sua matriz o respeito pelo diálogo social, para que – sem prejuízo da autonomia e das competências próprias da Assembleia da República - reconheçam, valorizem e viabilizem em sede parlamentar os consensos obtidos na concertação social, no pleno respeito pela legitimidade dos parceiros sociais e do papel que estes podem e devem ter, especialmente quando estão em causa matérias que a eles, em primeira linha, dizem respeito.
UM NOVO IMPULSO À NEGOCIAÇÃO COLECTIVA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
A VALORIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO É PRIORITÁRIA
O protocolo para a negociação coletiva para o ano 2018, que o Governo assinou com a FESAP a 14 de Fevereiro, está longe de ser cumprido, nomeadamente no que diz respeito às questões relacionadas com as carreiras profissionais, a saúde ocupacional e os instrumentos de gestão, colocando seriamente em causa os objectivos para os quais este protocolo foi assinado, em particular os que apontam para o desenvolvimento e reforço do diálogo social na Administração Pública.
A UGT reconhece o esforço feito, sobretudo no sector da Saúde, para o alcance de acordos (já publicados) e entendimentos que possibilitaram a aplicação das 35 horas de trabalho semanal a quase todos os cerca de 40 mil trabalhadores, a quem esse horário não era aplicado, e a harmonização de direitos entre regimes contratuais divergentes, mas não compreende o motivo pelo qual na Região Autónoma dos Açores este horário não esteja já a ser aplicado.
Por outro lado, a UGT considera inaceitável que continuem a existir posições que consideram “precipitada a redução do horário de trabalho”, uma vez que não estamos perante mais do que a mera reposição de um período normal de trabalho que nunca deveria ter sido alterado.
Tais posições, contrárias ao fomento de uma sociedade mais justa e desenvolvida, fundamentam-se, apenas e só, no vincado carácter ideológico de quem as profere.
No entanto, esse esforço de concretização dos compromissos assumidos, apesar de importante, é insuficiente e terá, inevitavelmente, de estender-se a todos os sectores da Administração Pública, nomeadamente à Educação, à Justiça, aos Registos e Notariado, aos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica e, muito em particular, às carreiras não revistas, as quais permanecem “paradas no tempo” há mais de uma década, pelo que a UGT reitera o seu apoio a todas as formas de luta que os seus sindicatos, em cada momento, julguem necessárias para o alcançar de soluções para os problemas dos trabalhadores.
A UGT considera que, apesar desses esforços pontuais, o Governo não está a desenvolver, nem a prosseguir, uma estratégia integrada de valorização das carreiras da Administração Pública, optando por uma política de gestão reactiva que tem levado os trabalhadores a acreditarem que é apenas através da insistência da luta na rua que as suas reivindicações podem mais facilmente ser consideradas.
A UGT recusa esta visão e rejeita que seja esse o único caminho a seguir para defender os direitos dos trabalhadores, pelo que defende o desenvolvimento imediato de processos negociais abrangentes sobre as condições de trabalho, incluindo salários, e que resultem no alcance de respostas concretas para dotar toda a Administração Pública de carreiras valorizadas e bem estruturadas, que motivem os trabalhadores, fomentando e premiando a excelência, sem quaisquer tipos de exclusões, limitações ou apagamentos de tempos de serviço prestado que tornem impossível para a vasta maioria dos trabalhadores almejar, sequer, o alcance do topo da respectiva carreira.
A inabilidade para avaliar e agir sobre as reais necessidades do sistema de carreiras da Administração Pública, a par da dificuldade que os vários ministérios e serviços estão a demonstrar para a efectiva implementação do PREVPAP, numa altura em que são divulgados números que demonstram um aumento do trabalho precário na Administração Pública, não deixam margem para grande optimismo por parte dos sindicatos do sector.
A UGT reafirma e apoia a total disponibilidade dos seus sindicatos para que, em sede própria, e sem negociações paralelas com agentes norteados por objetivos eleitoralistas, que colocam em causa o próprio conceito de negociação colectiva, envidem todos os esforços no sentido do cumprimento integral, mesmo que com atrasos, dos compromissos existentes, criando as bases para que a negociação colectiva na Administração Pública possa desempenhar o seu papel central no desenvolvimento do sector e o Estado possa assumir-se como um exemplo no mundo laboral português.
A UGT e os seus sindicatos exigem ainda que o Governo proceda a um rigoroso levantamento das necessidades de pessoal nos serviços da Administração Pública, base essencial para que, de forma negociada e preparada, seja reposto o número de efectivos necessários ao seu bom funcionamento e se evitem os aproveitamentos políticos e as especulações que se têm vindo a verificar e que apenas têm contribuído para a instabilidade dos serviços públicos.
CENTRO DE RELAÇÕES LABORAIS - PELA DEFESA INTRANSIGENTE DO DIÁLOGO SOCIAL TRIPARTIDO
O Centro de Relações Laborais (CRL) é um organismo de composição tripartida que funciona na dependência do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com funções técnicas, nomeadamente de acompanhamento da implementação dos acordos de concertação social, nas áreas da negociação colectiva e do emprego e formação profissional.
A entrada em funcionamento do CRL, em 2015, foi a concretização de uma reivindicação de longa data da UGT, que sempre se bateu intransigentemente pela sua criação desde o primeiro compromisso tripartido que a previa, em 1996, por considerar que o mesmo poderia desempenhar um papel central na dinamização da negociação colectiva, no aprofundamento do conhecimento da realidade negocial, na capacitação daqueles que assumem a negociação no dia-a-dia e, em última instância, na própria melhoria das relações laborais.
Deve ser sublinhado que, além das importantes funções que lhe estão cometidas, o CRL é igualmente uma instância com um carácter inovador, em virtude do seu modelo de funcionamento.
Com efeito, sendo um organismo da Administração Pública, não apenas tem composição tripartida e equilátera – é constituído por representantes do Governo e dos Parceiros Sociais, de uma forma rigorosamente equilátera – como a sua Presidência é assegurada, de forma rotativa e por períodos de um ano, por um representante de cada um dos grupos nele representado (Trabalhadores, Empregadores e Governo).
Nesse quadro, a primeira presidência foi assumida pela UGT, a segunda pela CIP, sendo actualmente assegurada pelo IEFP, em representação do Governo.
A assunção de cargos em qualquer organismo, e sobretudo em organismos com a natureza e a relevância do CRL, implica e deve implicar a noção de todos os que nele participam indirecta ou directamente – organizações que nomeiam e os representantes por elas nomeados – de que essa participação acarreta, não apenas o gozo dos direitos que a lei lhes atribui, mas igualmente, e porventura sobretudo, o pleno cumprimento de todos os deveres que lhes estão cometidos.
No caso do CRL, tal significa não apenas o direito/dever de uma participação efectiva que contribua para o bom funcionamento dos trabalhos, mas igualmente a responsabilidade de, dentro do quadro da rotatividade estabelecida, assumir a presidência do organismo.
A CGTP, por carta enviada ao Presidente do CRL, veio anunciar a sua indisponibilidade para, conforme lhe competiria para o período de 2018-2019, assumir a presidência daquele organismo.
A UGT deve sublinhar que considera inaceitável que qualquer organização, ou qualquer dos representantes por elas nomeados, não estejam disponíveis para assumir a plenitude dos direitos e deveres inerentes à sua participação no CRL, colocando-se na posição de assumir direitos e descartar responsabilidades.
Tal é tão mais gravoso quando, e atendendo às competências atribuídas e à composição do CRL, vem de quem se afirma como defensor da negociação colectiva e dos direitos dos trabalhadores, sendo uma postura apenas entendível porque vem de uma organização que sempre se colocou, de facto, à margem do diálogo social tripartido.
Tal é tão mais notório quando é um dos representantes da CGTP no CRL, e membro da Comissão Executiva daquela Central, que «considera que, tal como a Concertação Social, o CRL “é um fato feito à medida” de outros interesses».
Quem também afirma publicamente que «não aceita presidir a um órgão com o qual discorda e que tem “outras prioridades e mais que fazer», deve estar disposto a assumir até ao fim todas as consequências do seu posicionamento.
Pelo lado da UGT, não deixaremos de defender que esta é uma questão que, pela sua gravidade, e de forma a garantir a sua irrepetibilidade, nesta ou noutras sedes, deverá levar ao apuramento cabal das consequências que, aos níveis pessoal e institucional, resultam da atitude da CGTP e dos seus representantes no CRL.
UGT esteve na primeira linha da criação da concertação social em Portugal, assim como da criação do próprio CRL, rejeitando no passado, como o fará no presente e no futuro, todas e quaisquer tentativas de minar o funcionamento de quaisquer instâncias do diálogo social tripartido no nosso País, porque – não se duvide – é isso que está em causa.
A UGT ESTARÁ SEMPRE NA PRIMEIRA LINHA, COM TODAS AS FORÇAS DOS SEUS DIRIGENTES E FILIADOS, EM DEFESA DO DIÁLOGO SOCIAL E DA CONCERTAÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL, COMO BASE FUNDAMENTAL DA PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA, NO DESENVOLVIMENTO DO FUTURO DO NOSSO PAÍS E NA MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA DOS PORTUGUESES.
Aprovado por unanimidade.
O Secretariado Nacional da UGT
UM NOVO IMPULSO À NEGOCIAÇÃO COLECTIVA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
A VALORIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO É PRIORITÁRIA
O protocolo para a negociação coletiva para o ano 2018, que o Governo assinou com a FESAP a 14 de Fevereiro, está longe de ser cumprido, nomeadamente no que diz respeito às questões relacionadas com as carreiras profissionais, a saúde ocupacional e os instrumentos de gestão, colocando seriamente em causa os objectivos para os quais este protocolo foi assinado, em particular os que apontam para o desenvolvimento e reforço do diálogo social na Administração Pública.
A UGT reconhece o esforço feito, sobretudo no sector da Saúde, para o alcance de acordos (já publicados) e entendimentos que possibilitaram a aplicação das 35 horas de trabalho semanal a quase todos os cerca de 40 mil trabalhadores, a quem esse horário não era aplicado, e a harmonização de direitos entre regimes contratuais divergentes, mas não compreende o motivo pelo qual na Região Autónoma dos Açores este horário não esteja já a ser aplicado.
Por outro lado, a UGT considera inaceitável que continuem a existir posições que consideram “precipitada a redução do horário de trabalho”, uma vez que não estamos perante mais do que a mera reposição de um período normal de trabalho que nunca deveria ter sido alterado.
Tais posições, contrárias ao fomento de uma sociedade mais justa e desenvolvida, fundamentam-se, apenas e só, no vincado carácter ideológico de quem as profere.
No entanto, esse esforço de concretização dos compromissos assumidos, apesar de importante, é insuficiente e terá, inevitavelmente, de estender-se a todos os sectores da Administração Pública, nomeadamente à Educação, à Justiça, aos Registos e Notariado, aos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica e, muito em particular, às carreiras não revistas, as quais permanecem “paradas no tempo” há mais de uma década, pelo que a UGT reitera o seu apoio a todas as formas de luta que os seus sindicatos, em cada momento, julguem necessárias para o alcançar de soluções para os problemas dos trabalhadores.
A UGT considera que, apesar desses esforços pontuais, o Governo não está a desenvolver, nem a prosseguir, uma estratégia integrada de valorização das carreiras da Administração Pública, optando por uma política de gestão reactiva que tem levado os trabalhadores a acreditarem que é apenas através da insistência da luta na rua que as suas reivindicações podem mais facilmente ser consideradas.
A UGT recusa esta visão e rejeita que seja esse o único caminho a seguir para defender os direitos dos trabalhadores, pelo que defende o desenvolvimento imediato de processos negociais abrangentes sobre as condições de trabalho, incluindo salários, e que resultem no alcance de respostas concretas para dotar toda a Administração Pública de carreiras valorizadas e bem estruturadas, que motivem os trabalhadores, fomentando e premiando a excelência, sem quaisquer tipos de exclusões, limitações ou apagamentos de tempos de serviço prestado que tornem impossível para a vasta maioria dos trabalhadores almejar, sequer, o alcance do topo da respectiva carreira.
A inabilidade para avaliar e agir sobre as reais necessidades do sistema de carreiras da Administração Pública, a par da dificuldade que os vários ministérios e serviços estão a demonstrar para a efectiva implementação do PREVPAP, numa altura em que são divulgados números que demonstram um aumento do trabalho precário na Administração Pública, não deixam margem para grande optimismo por parte dos sindicatos do sector.
A UGT reafirma e apoia a total disponibilidade dos seus sindicatos para que, em sede própria, e sem negociações paralelas com agentes norteados por objetivos eleitoralistas, que colocam em causa o próprio conceito de negociação colectiva, envidem todos os esforços no sentido do cumprimento integral, mesmo que com atrasos, dos compromissos existentes, criando as bases para que a negociação colectiva na Administração Pública possa desempenhar o seu papel central no desenvolvimento do sector e o Estado possa assumir-se como um exemplo no mundo laboral português.
A UGT e os seus sindicatos exigem ainda que o Governo proceda a um rigoroso levantamento das necessidades de pessoal nos serviços da Administração Pública, base essencial para que, de forma negociada e preparada, seja reposto o número de efectivos necessários ao seu bom funcionamento e se evitem os aproveitamentos políticos e as especulações que se têm vindo a verificar e que apenas têm contribuído para a instabilidade dos serviços públicos.
CENTRO DE RELAÇÕES LABORAIS - PELA DEFESA INTRANSIGENTE DO DIÁLOGO SOCIAL TRIPARTIDO
O Centro de Relações Laborais (CRL) é um organismo de composição tripartida que funciona na dependência do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com funções técnicas, nomeadamente de acompanhamento da implementação dos acordos de concertação social, nas áreas da negociação colectiva e do emprego e formação profissional.
A entrada em funcionamento do CRL, em 2015, foi a concretização de uma reivindicação de longa data da UGT, que sempre se bateu intransigentemente pela sua criação desde o primeiro compromisso tripartido que a previa, em 1996, por considerar que o mesmo poderia desempenhar um papel central na dinamização da negociação colectiva, no aprofundamento do conhecimento da realidade negocial, na capacitação daqueles que assumem a negociação no dia-a-dia e, em última instância, na própria melhoria das relações laborais.
Deve ser sublinhado que, além das importantes funções que lhe estão cometidas, o CRL é igualmente uma instância com um carácter inovador, em virtude do seu modelo de funcionamento.
Com efeito, sendo um organismo da Administração Pública, não apenas tem composição tripartida e equilátera – é constituído por representantes do Governo e dos Parceiros Sociais, de uma forma rigorosamente equilátera – como a sua Presidência é assegurada, de forma rotativa e por períodos de um ano, por um representante de cada um dos grupos nele representado (Trabalhadores, Empregadores e Governo).
Nesse quadro, a primeira presidência foi assumida pela UGT, a segunda pela CIP, sendo actualmente assegurada pelo IEFP, em representação do Governo.
A assunção de cargos em qualquer organismo, e sobretudo em organismos com a natureza e a relevância do CRL, implica e deve implicar a noção de todos os que nele participam indirecta ou directamente – organizações que nomeiam e os representantes por elas nomeados – de que essa participação acarreta, não apenas o gozo dos direitos que a lei lhes atribui, mas igualmente, e porventura sobretudo, o pleno cumprimento de todos os deveres que lhes estão cometidos.
No caso do CRL, tal significa não apenas o direito/dever de uma participação efectiva que contribua para o bom funcionamento dos trabalhos, mas igualmente a responsabilidade de, dentro do quadro da rotatividade estabelecida, assumir a presidência do organismo.
A CGTP, por carta enviada ao Presidente do CRL, veio anunciar a sua indisponibilidade para, conforme lhe competiria para o período de 2018-2019, assumir a presidência daquele organismo.
A UGT deve sublinhar que considera inaceitável que qualquer organização, ou qualquer dos representantes por elas nomeados, não estejam disponíveis para assumir a plenitude dos direitos e deveres inerentes à sua participação no CRL, colocando-se na posição de assumir direitos e descartar responsabilidades.
Tal é tão mais gravoso quando, e atendendo às competências atribuídas e à composição do CRL, vem de quem se afirma como defensor da negociação colectiva e dos direitos dos trabalhadores, sendo uma postura apenas entendível porque vem de uma organização que sempre se colocou, de facto, à margem do diálogo social tripartido.
Tal é tão mais notório quando é um dos representantes da CGTP no CRL, e membro da Comissão Executiva daquela Central, que «considera que, tal como a Concertação Social, o CRL “é um fato feito à medida” de outros interesses».
Quem também afirma publicamente que «não aceita presidir a um órgão com o qual discorda e que tem “outras prioridades e mais que fazer», deve estar disposto a assumir até ao fim todas as consequências do seu posicionamento.
Pelo lado da UGT, não deixaremos de defender que esta é uma questão que, pela sua gravidade, e de forma a garantir a sua irrepetibilidade, nesta ou noutras sedes, deverá levar ao apuramento cabal das consequências que, aos níveis pessoal e institucional, resultam da atitude da CGTP e dos seus representantes no CRL.
UGT esteve na primeira linha da criação da concertação social em Portugal, assim como da criação do próprio CRL, rejeitando no passado, como o fará no presente e no futuro, todas e quaisquer tentativas de minar o funcionamento de quaisquer instâncias do diálogo social tripartido no nosso País, porque – não se duvide – é isso que está em causa.
A UGT ESTARÁ SEMPRE NA PRIMEIRA LINHA, COM TODAS AS FORÇAS DOS SEUS DIRIGENTES E FILIADOS, EM DEFESA DO DIÁLOGO SOCIAL E DA CONCERTAÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL, COMO BASE FUNDAMENTAL DA PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA, NO DESENVOLVIMENTO DO FUTURO DO NOSSO PAÍS E NA MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA DOS PORTUGUESES.
Aprovado por unanimidade.
O Secretariado Nacional da UGT
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Carta Gastronómica do Ribatejo entregue à Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo
A Carta Gastronómica do Ribatejo foi entregue pela Confraria
Gastronómica do Ribatejo (CGR) à Entidade Regional de Turismo do Alentejo e
Ribatejo (ERTAR), no dia 7 de junho, durante a FNA 2018, que está a decorrer no
CNEMA, em Santarém.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
POR UMA NOVA ATITUDE PATRONAL VALORIZAR A CONCERTACÃO SOCIAL E A NEGOCIAÇÃO COLECTIVA POR UMA POLÍTICA DE SALÁRIOS COM MAIS JUSTIÇA SOCIAL
O ano de 2017 terminou com a impossibilidade de se atingir um acordo, em sede de concertação social, quanto à actualização do salário mínimo para 2018.
O fracasso da negociação deveu-se, integralmente, à posição intransigente e indefensável, que lamentamos profundamente, por parte das confederações patronais.
Intransigente porque, em momento algum, durante a discussão, revelaram qualquer disponibilidade, ou abertura, para a construção de um consenso; e indefensável porque não encontra suporte, ou justificação, no contexto de confiança económica e estabilidade política que o País atravessa.
Portugal apresentou em 2017, e apresentará em 2018, uma situação ímpar na sua história recente, reconhecida até pelas instâncias internacionais e pelas agências de rating, com uma importante retoma do crescimento económico, com uma forte recuperação do emprego e da redução do desemprego, com um desempenho das exportações, que nos coloca numa posição vantajosa face aos nossos principais concorrentes, e com uma redução acentuada do défice orçamental.
Este é um contexto positivo para as empresas, em que as maiores facilidades de investimento, de acesso ao financiamento e de impulso à actividade produtiva deveriam ter-se traduzido numa maior disponibilidade para a melhoria dos níveis salariais, e não na manutenção de uma estratégia empresarial que, começando pelo salário mínimo, continua a assentar a competitividade empresarial na manutenção de um modelo de baixos salários, levando Portugal a ser comparado com os Estados europeus de leste ao nível salarial, longe das comparações com os seus principais parceiros históricos e estratégicos europeus.
Esta é uma estratégia que sempre recusámos e que devemos denunciar, não apenas porque é prejudicial para os trabalhadores, mas igualmente porque é comprometedora do crescimento económico e do desenvolvimento sustentável do próprio País.
E é uma estratégia que não encontra paralelo nos nossos principais parceiros europeus – veja-se o recente acordo tripartido alcançado em Espanha e que, com aumentos que chegam aos 10% anuais, colocará o salário mínimo em 850€ em 2020, aumentando o fosso com Portugal – e que a própria Confederação Europeia de Sindicatos rejeita na sua campanha "PAY RISE" por aumentos salariais justos e dignos.
Por isso, deve a UGT reafirmar a posição já defendida na Política Reivindicativa de Setembro de 2017, pela qual exigimos que em 2018 todos os salários tivessem aumentos reais justos, sendo para tal essencial uma efectiva redinamização da negociação colectiva, de forma nomeadamente a combater o esmagamento salarial a que temos assistido, uma vez que os restantes salários não têm sido impulsionados pelos aumentos do salário mínimo.
A atitude patronal ao longo de toda a negociação do salário mínimo, e a ausência de um acordo, fragilizou o papel da concertação social, remetendo para outras sedes a decisão de uma matéria central para os trabalhadores e empregadores – que saíram todos penalizados - e prejudica hoje a confiança que é essencial para os trabalhos futuros. Para quem, como os quatro parceiros patronais, tanto temia a parlamentarização da concertação social, eis uma atitude incoerente, com custos futuros para o clima de diálogo e compromisso que a UGT sempre defendeu.
Por isso, a UGT exige que 2018 seja um ano de mudança, de credibilização da concertação social e de correcção dos erros, que não são imputáveis a quem – como a UGT – sempre teve abertura para o diálogo ao longo da sua história de participação na concertação social, sabendo interpretar o princípio do compromisso tripartido, tão valorizado na OIT e no diálogo social.
Um primeiro passo nesse sentido será certamente o início da discussão, de forma atempada e ponderada, sobre o salário mínimo para 2019.
A UGT defende que a recuperação do salário mínimo deve ser reforçada e que não deve sair prejudicada pela incapacidade de alguns em ver para além do interesse imediato e do lucro fácil.
Num quadro em que as condições macroeconómicas em 2018 se mantenham estáveis, onde o rumo do crescimento das exportações e do turismo se mantenham como a pedra de toque das políticas económicas lançadas pelo Governo, e a que o esforço das empresas não é alheio, a UGT defende que, em 2019, o salário mínimo seja fixado em 615€.
O fracasso da negociação deveu-se, integralmente, à posição intransigente e indefensável, que lamentamos profundamente, por parte das confederações patronais.
Intransigente porque, em momento algum, durante a discussão, revelaram qualquer disponibilidade, ou abertura, para a construção de um consenso; e indefensável porque não encontra suporte, ou justificação, no contexto de confiança económica e estabilidade política que o País atravessa.
Portugal apresentou em 2017, e apresentará em 2018, uma situação ímpar na sua história recente, reconhecida até pelas instâncias internacionais e pelas agências de rating, com uma importante retoma do crescimento económico, com uma forte recuperação do emprego e da redução do desemprego, com um desempenho das exportações, que nos coloca numa posição vantajosa face aos nossos principais concorrentes, e com uma redução acentuada do défice orçamental.
Este é um contexto positivo para as empresas, em que as maiores facilidades de investimento, de acesso ao financiamento e de impulso à actividade produtiva deveriam ter-se traduzido numa maior disponibilidade para a melhoria dos níveis salariais, e não na manutenção de uma estratégia empresarial que, começando pelo salário mínimo, continua a assentar a competitividade empresarial na manutenção de um modelo de baixos salários, levando Portugal a ser comparado com os Estados europeus de leste ao nível salarial, longe das comparações com os seus principais parceiros históricos e estratégicos europeus.
Esta é uma estratégia que sempre recusámos e que devemos denunciar, não apenas porque é prejudicial para os trabalhadores, mas igualmente porque é comprometedora do crescimento económico e do desenvolvimento sustentável do próprio País.
E é uma estratégia que não encontra paralelo nos nossos principais parceiros europeus – veja-se o recente acordo tripartido alcançado em Espanha e que, com aumentos que chegam aos 10% anuais, colocará o salário mínimo em 850€ em 2020, aumentando o fosso com Portugal – e que a própria Confederação Europeia de Sindicatos rejeita na sua campanha "PAY RISE" por aumentos salariais justos e dignos.
Por isso, deve a UGT reafirmar a posição já defendida na Política Reivindicativa de Setembro de 2017, pela qual exigimos que em 2018 todos os salários tivessem aumentos reais justos, sendo para tal essencial uma efectiva redinamização da negociação colectiva, de forma nomeadamente a combater o esmagamento salarial a que temos assistido, uma vez que os restantes salários não têm sido impulsionados pelos aumentos do salário mínimo.
A atitude patronal ao longo de toda a negociação do salário mínimo, e a ausência de um acordo, fragilizou o papel da concertação social, remetendo para outras sedes a decisão de uma matéria central para os trabalhadores e empregadores – que saíram todos penalizados - e prejudica hoje a confiança que é essencial para os trabalhos futuros. Para quem, como os quatro parceiros patronais, tanto temia a parlamentarização da concertação social, eis uma atitude incoerente, com custos futuros para o clima de diálogo e compromisso que a UGT sempre defendeu.
Por isso, a UGT exige que 2018 seja um ano de mudança, de credibilização da concertação social e de correcção dos erros, que não são imputáveis a quem – como a UGT – sempre teve abertura para o diálogo ao longo da sua história de participação na concertação social, sabendo interpretar o princípio do compromisso tripartido, tão valorizado na OIT e no diálogo social.
Um primeiro passo nesse sentido será certamente o início da discussão, de forma atempada e ponderada, sobre o salário mínimo para 2019.
A UGT defende que a recuperação do salário mínimo deve ser reforçada e que não deve sair prejudicada pela incapacidade de alguns em ver para além do interesse imediato e do lucro fácil.
Num quadro em que as condições macroeconómicas em 2018 se mantenham estáveis, onde o rumo do crescimento das exportações e do turismo se mantenham como a pedra de toque das políticas económicas lançadas pelo Governo, e a que o esforço das empresas não é alheio, a UGT defende que, em 2019, o salário mínimo seja fixado em 615€.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
COMBATER A PRECARIEDADE UMA URGÊNCIA NACIONAL A QUE A CONCERTAÇÃO SOCIAL DEVE DAR RESPOSTA!
Na Política Reivindicativa 2017/2018, aprovada pelo Secretariado Nacional da UGT em Setembro passado, a UGT voltou a eleger como uma das matérias prioritárias o combate à precariedade, relembrando os compromissos assumidos nesta matéria em sede de concertação social com a assinatura do “Compromisso Tripartido para um Acordo de Concertação Social de Médio Prazo”.
A precariedade continua a ser uma das marcas negativas do nosso mercado de trabalho, com impacto não apenas nas condições de vida e de trabalho, mas também no modelo de desenvolvimento sustentado e de sociedade que queremos para o futuro do País.
A precariedade compromete a sustentabilidade do nosso Estado Social e compromete a resolução de muitos dos desafios estruturais com que o País ainda se confronta, e que nos distanciam dos nossos parceiros europeus, como as qualificações, a inovação e a melhoria da produtividade e competitividade.
A discussão agora iniciada em concertação social apenas vem confirmar o que há muito sabemos e que há muito requer uma intervenção.
Portugal continua no pódio da precariedade na União Europeia, e essa tendência, longe de se inverter, continua a acentuar-se num quadro em que a economia cresce e o emprego aumenta.
O emprego gerado não é maioritariamente emprego de qualidade, o que se refere não apenas aos vínculos laborais – em que sobretudo a contratação a termo continua a ser usada e abusada, constituindo 80% dos novos contratos registados no Fundo de Compensação do Trabalho – mas também aos níveis salariais, com os trabalhadores precários a ganharem em média 30% abaixo dos trabalhadores permanentes.
A precariedade continua a ser uma das marcas negativas do nosso mercado de trabalho, com impacto não apenas nas condições de vida e de trabalho, mas também no modelo de desenvolvimento sustentado e de sociedade que queremos para o futuro do País.
A precariedade compromete a sustentabilidade do nosso Estado Social e compromete a resolução de muitos dos desafios estruturais com que o País ainda se confronta, e que nos distanciam dos nossos parceiros europeus, como as qualificações, a inovação e a melhoria da produtividade e competitividade.
A discussão agora iniciada em concertação social apenas vem confirmar o que há muito sabemos e que há muito requer uma intervenção.
Portugal continua no pódio da precariedade na União Europeia, e essa tendência, longe de se inverter, continua a acentuar-se num quadro em que a economia cresce e o emprego aumenta.
O emprego gerado não é maioritariamente emprego de qualidade, o que se refere não apenas aos vínculos laborais – em que sobretudo a contratação a termo continua a ser usada e abusada, constituindo 80% dos novos contratos registados no Fundo de Compensação do Trabalho – mas também aos níveis salariais, com os trabalhadores precários a ganharem em média 30% abaixo dos trabalhadores permanentes.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
terça-feira, 20 de junho de 2017
Os terríveis e trágicos incêndios que deflagraram em Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos atingiram de forma cruel centenas de famílias.
A UGT associa-se com profundo pesar e consternação ao sofrimento das famílias das vítimas e apela às organizações sindicais filiadas na UGT, bem como aos seus associados a juntarem-se à UGT através de um contributo financeiro para a seguinte conta bancária aberta para o efeito.
União Geral de Trabalhadores
IBAN: PT50 0033 0000 45507607619 05
Agradecemos a vossa colaboração na certeza que contaremos com o vosso apoio solidário.
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Incêndios Figueiró dos Vinhos
A todos os contactos institucionais, pessoais, quer de dirigentes da UGT e de outros sindicatos, quer de parceiros sociais e de partidos políticos, na impossibilidade de responder a todas as mensagens e a todos os telefonemas efectuados, venho agradecer, em meu nome pessoal e no de todos os cidadãos de Figueiró dos Vinhos, Pedrogão Grande e Castanheira de Pera, a solidariedade demonstrada bem como toda a disponibilidade que me foi transmitida nesta hora de tragédia e drama.Transmitirei aos Srs. Presidentes das Câmaras Municipais dos concelhos atrás referidos, as manifestações de pesar que recebi.
Um bem-haja a todos.
O Secretário-geral da UGT,
Carlos Silva
segunda-feira, 22 de maio de 2017
UGT SAÚDA RECOMENDAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA DE SAÍDA DO PROCEDIMENTO POR DÉFICE EXCESSIVO
A Comissão Europeia tornou hoje pública a sua decisão de recomendar ao Conselho Europeu que Portugal saia do Procedimento por Défice Excessivo.
Esta é uma decisão que a UGT saúda e que é o reconhecimento dos enormes (e muitas vezes excessivos) sacrifícios impostos aos portugueses, sobretudo aos trabalhadores e pensionistas.
Mas esta é uma decisão que vem também confirmar que era possível uma mudança de políticas no nosso País, sem que tal comprometesse o respeito pelos nossos compromissos com a União Europeia.
A recomendação da Comissão Europeia, que apenas peca por tardia, vai ao encontro do que a UGT há muito vem defendendo, sendo de relembrar que, já em 2016, deixámos claro que a melhoria da situação económica e orçamental em Portugal teriam justificado aquela saída e que a mesma apenas foi impedida pela visão política e ideológica de uma certa Europa.
Esta foi uma posição que reiterámos inúmeras vezes, quer a nível nacional quer comunitário, e que ainda recentemente tivemos ocasião de frisar como fundamental em reunião realizada com deputados de todos os partidos do Parlamento Alemão.
Estamos certos que o Conselho Europeu seguirá a recomendação da Comissão Europeia, o que não deixará de ser uma confirmação de que a austeridade não era a via para promover o crescimento económico e garantir a consolidação orçamental.
A UGT espera que a maior margem de soberania que aquela decisão confere ao Estado Português se traduza no aprofundamento de políticas que, promovendo o crescimento económico, garantam simultaneamente o progresso social.
Lisboa, 22 de Maio de 2017
Esta é uma decisão que a UGT saúda e que é o reconhecimento dos enormes (e muitas vezes excessivos) sacrifícios impostos aos portugueses, sobretudo aos trabalhadores e pensionistas.
Mas esta é uma decisão que vem também confirmar que era possível uma mudança de políticas no nosso País, sem que tal comprometesse o respeito pelos nossos compromissos com a União Europeia.
A recomendação da Comissão Europeia, que apenas peca por tardia, vai ao encontro do que a UGT há muito vem defendendo, sendo de relembrar que, já em 2016, deixámos claro que a melhoria da situação económica e orçamental em Portugal teriam justificado aquela saída e que a mesma apenas foi impedida pela visão política e ideológica de uma certa Europa.
Esta foi uma posição que reiterámos inúmeras vezes, quer a nível nacional quer comunitário, e que ainda recentemente tivemos ocasião de frisar como fundamental em reunião realizada com deputados de todos os partidos do Parlamento Alemão.
Estamos certos que o Conselho Europeu seguirá a recomendação da Comissão Europeia, o que não deixará de ser uma confirmação de que a austeridade não era a via para promover o crescimento económico e garantir a consolidação orçamental.
A UGT espera que a maior margem de soberania que aquela decisão confere ao Estado Português se traduza no aprofundamento de políticas que, promovendo o crescimento económico, garantam simultaneamente o progresso social.
Lisboa, 22 de Maio de 2017
quinta-feira, 4 de maio de 2017
TOLERÂNCIA DE PONTO DIA 12 DE MAIO
Durante a sua intervenção nas comemorações do 1º de Maio em Viana do Castelo, o Secretário-geral da UGT abordou diversos assuntos, entre os quais a tolerância de ponto concedida aquando da visita do Papa a Portugal, no próximo dia 12 de Maio.
Nas suas palavras, Carlos Silva apelou a que as entidades patronais concedessem dispensa aos trabalhadores, pelo menos durante a tarde de dia 12, algo que a UGT já decidiu conceder aos seus trabalhadores.
Esta é uma questão, que não se confunde com a tolerância de ponto dada pelo Governo à Administração Pública, que concedeu o dia 12 por inteiro a todos os funcionários públicos. É conveniente esclarecer que a tolerância de ponto é dada à Administração Pública e só poderá ser concedida pelo Governo. No sector privado cabe às entidades patronais, a decisão de conceder dispensa aos seus trabalhadores, caso assim o entenda.
terça-feira, 18 de abril de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
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