sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

UGT CONSIDERA INACEITÁVEL A PROPOSTA DE LEI SOBRE O AUMENTO DO HORÁRIO DE TRABALHO GOVERNO DESRESPEITA PARCEIROS SOCIAIS E COMPROMETE O DIÁLOGO SOCIAL

O Conselho de Ministros, sem aviso prévio aos parceiros sociais e desrespeitando os compromissos de discussão em CPCS, acaba de aprovar hoje uma proposta de lei sobre o alargamento de duas horas e meia no horário de trabalho semanal e a desregulação do tempo de trabalho.

A UGT repudia este comportamento do Governo, que põe em causa a boa fé negocial.

A UGT considera que esta proposta vai contribuir para um aumento acentuado do desemprego e para a desregulação laboral.

Bater-nos-emos contra esta proposta de diploma que inviabiliza, no entender da UGT, a possibilidade de qualquer compromisso tripartido sobre o Crescimento, a Competitividade e o Emprego.

A UGT responsabilizará o Executivo pelo agravamento da conflitualidade social, empresa a empresa e a nível geral, situação a que conduzirá a aprovação desta proposta de lei.




Lisboa, 7 de Dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A UGT EXIGE UM VERDADEIRO DIÁLOGO E CONCERTAÇÃO SOCIAL POLÍTICAS ECONÓMICAS E SOCIAIS JUSTAS

A proposta de Orçamento do Estado 2012 em discussão na Assembleia da República revela, como sempre dissemos, uma profunda insensibilidade e injustiça social, penalizando fortemente todos os trabalhadores e pensionistas, mesmo os de mais baixos rendimentos e traduzindo uma política que conduzirá ao agravamento do desemprego, das desigualdades e da pobreza e exclusão social.
As alterações, que têm vindo a ser aprovadas na discussão do Orçamento em sede Parlamentar, são claramente insuficientes para corrigir a injustiça e a inequidade sociais deste Orçamento do Estado e o desequilíbrio dos sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses.
A UGT está consciente que Portugal tem de reduzir o seu défice orçamental e desequilíbrio das contas externas, mas considera que tal não pode continuar a realizar-se à custa de parte do corte nos rendimentos do trabalho e deixando de fora as grandes fortunas e os rendimentos do capital.
Há que ter presente que o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal permite uma margem de liberdade que deve ser usada na construção de uma política económica e social mais equilibrada.
A UGT considera inaceitável que, nesse quadro, o Governo continue a minimizar o papel do diálogo na construção de soluções concertadas que garantam a criação de condições para que o País possa retomar uma trajetória de crescimento sustentável, com criação de mais e melhores empregos, num quadro de forte coesão social.
A UGT continua hoje, como sempre, empenhada na procura de respostas aos problemas do País e dos trabalhadores, privilegiando a Concertação Social como uma sede privilegiada para as atingir.
É urgente que o Governo, da mesma forma, assuma plenamente as suas responsabilidades na construção de um possível Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego, para o qual desafiou os Parceiros Sociais mas no qual não tem revelado capacidade e abertura para a criação de um clima de confiança e para uma verdadeira negociação.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

GREVE GERAL – 24 DE NOVEMBRO DE 2011

A adesão à Greve Geral no distrito de Santarém, é a resposta ao Orçamento de Estado para 2012, e serve para demonstrar ao Governo e Patronato a indignação e descontentamento que graça nos trabalhadores e pensionistas deste país.

A Ugt – Santarém reafirma que não podem ser só os trabalhadores a pagar a crise. Mais uma vez o povo é chamado a suportar as agruras da crise enquanto aqueles que nos governaram e arruinaram, ficam impunes. É tempo do governo se voltar para as grandes fortunas e para a economia paralela.

Com esta greve mostraram que não aceitam ser responsabilizados por um erro que não é seu e serem cada vez mais asfixiados pelos impostos e por aumentos constantes nos bens de primeira necessidade.